CÂNCER DE TIREOIDE

CARCINOMA DIFERENCIADO DE TIREOIDE

O câncer de tireoide ocorre quando as células normais da tireoide se transformam em células anormais e passam a crescer fora de controle. Existem tipos diferentes de câncer de tireoide e alguns são mais agressivos que outros. Os mais comuns (e felizmente os menos agressivos) são os subtipos diferenciados (papilífero e folicular) e os mais raros, porém mais graves, são os subtipos medular e anaplásico. Em 2013, a American Cancer Society estimou que 60.220 casos novos de câncer de tireoide seriam diagnosticados nos EUA e que, naquele ano, 1.040 mulheres e 810 homens iriam morrer em consequência disso.



Um relatório baseado no banco de dados da SEER (Surveillance, Epidemiology and End Results) de 1975 a 2009 mostrou um aumento da incidência de 3,4 para 12,5 casos para cada 100.000 pessoas, o que equivale a um aumento nesse período da ordem de 3,7 vezes. Uma hipótese para tal achado é que mais casos de carcinomas pequenos têm sido identificados, devido ao uso em larga escala de métodos de imagem nos dias atuais. Entretanto, outro relatório extraído do mesmo banco de dados mostrou aumento na incidência de cânceres maiores (> 5 cm) e mais agressivos (que apresentam metástases regionais e/ou à distância). O câncer de tireoide é 2,5 vezes mais frequente em mulheres, com maior preponderância entre a 4ª e 5ª décadas de vida.

Fatores de risco clássicos são:
exposição à radiação durante a infância (seja por questões médicas terapêuticas ou relacionada a acidentes nucleares) e histórico familiar de câncer de tireoide. Uma história de crescimento nodular rápido, fixação do nódulo a estruturas vizinhas, rouquidão de início recente ou paralisia de corda vocal, e a presença de gânglio no pescoço do mesmo lado do nódulo aumentam consideravelmente a suspeição para malignidade.

O câncer de tireoide, de um modo geral, é uma neoplasia maligna menos agressiva do que outras do corpo humano e a maioria dos pacientes não irão morrer em decorrência disso. Algumas características clínicas e patológicas conferem maior risco de recorrência e mortalidade, tais como: idade mais avançada ao diagnóstico (> 45 anos), maior tamanho do tumor primário, e presença de invasão de tecidos moles adjacentes e metástases à distância.

A cirurgia consiste no método primário de tratamento. Para a maioria dos pacientes com carcinoma papilífero ou folicular, está indicada a tireoidectomia total (ressecção completa da tireoide) se o tumor for ≥ 1 cm, se houver extensão extratireoidiana ou metástase, ou histórico de exposição prévia à radiação ionizante na cabeça e/ou pescoço. Muitos pacientes precisarão de tratamento complementar após a cirurgia com iodo radioativo, a depender de uma série de fatores clinicopatológicos, tais como: tamanho do tumor, alguns determinados subtipos histológicos, presença de invasão capsular, extensão extratireoidiana e presença de metástase para linfonodos e/ou à distância.

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