HIPERALDOSTERONISMO PRIMÁRIO

EXCESSO DE ALDOSTERONA

A secreção excessiva do hormônio aldosterona (hiperaldosteronismo primário) é uma causa frequente e subdiagnosticada de hipertensão arterial (pressão alta). Os sinais clássicos de apresentação desta doença são aumento da pressão arterial associado a níveis baixos de potássio. Entretanto, devido à detecção mais precoce, a maior parte dos pacientes diagnosticados atualmente possuem níveis normais de potássio no sangue.

As causas mais comuns do hiperaldosteronismo primário são adenomas (nódulos benignos) nas suprarrenais produtores de aldosterona e a hiperplasia bilateral (quando não há nódulos, mas ambas as glândulas produzem o hormônio de forma descontrolada). A secreção excessiva de aldosterona é associada com maior risco de aumento do tamanho e falência do coração, infarto do miocárdio e AVC (derrame cerebral).

  • O hiperaldosteronismo primário deve ser suspeitado sempre que houver alguma das situações abaixo:
  • Hipertensão arterial com potássio baixo no sangue
  • Hipertensão grave ou resistente (geralmente o paciente precisa de três ou mais drogas para baixar a pressão, incluindo um diurético)
  • Hipertensão e nódulo adrenal
  • Hipertensão e história familiar de hipertensão precoce ou AVC em idade precoce (< 40 anos)
  • Hipertensão e familiares de 1º grau com hiperaldosteronismo primário documentado

DIAGNÓSTICO:
A avaliação inicial em um caso suspeito consiste na dosagem da aldosterona (que se encontra elevada) e da atividade plasmática de renina (que se encontra suprimida). Uma relação aldosterona/atividade plasmática de renina elevada por si só não é diagnóstica de hiperaldosteronismo primário. Na maior parte dos casos, está indicada a realização de um teste confirmatório, a ser determinado por um endocrinologista especialista no assunto.

Métodos de imagem avançados (tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética) são utilizados para avaliação do formato e aspecto das glândulas suprarrenais. Tais exames trazem bastantes subsídios e informações, mas é impossível apenas por meio deles determinar com exatidão de onde se origina a produção exagerada do hormônio (se de um nódulo apenas, se de ambas as glândulas). Assim, muitas vezes, torna-se necessária a realização de procedimentos diagnósticos adicionais para essa finalidade, tais como a coleta de sangue das veias adrenais por meio do cateterismo seletivo realizado por um radiologista intervencionista experiente.

TRATAMENTO:
Em relação ao tratamento, a conduta depende do tipo de lesão identificada (adenoma, hiperplasia uni ou bilateral). O procedimento indicado para os dois primeiros é a extração cirúrgica da glândula suprarrenal acometida, normalmente por meio da videolaparoscopia. Para casos com hiperplasia bilateral (quando ambas as glândulas são doentes), não está indicada a realização de cirurgia, mas sim tratamento medicamentoso com drogas que bloqueiam a ação da aldosterona nos órgãos e tecidos. O uso de medicamentos é uma alternativa possível também nos casos com risco cirúrgico aumentado ou mesmo naqueles que não desejam operar.

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