Hipoglicemia

  1. Como é possível perceber que um diabético está com hipoglicemia?

De um modo geral, os sintomas de uma hipoglicemia (queda do açúcar no sangue) são facilmente identificáveis, embora muitas vezes inespecíficos. São eles: mal estar, sensação de fome, tremores nas mãos, suor frio, palpitação, tontura, confusão mental e, em casos mais graves, o paciente pode até mesmo apresentar quadro de coma e/ou convulsões. Diante de uma suspeita de hipoglicemia, é fundamental que se proceda com a confirmação da mesma por meio de uma aferição da glicemia capilar (teste da ponta do dedo com leitura do resultado pelo glicosímetro).

  1. De que maneira este quadro de hipoglicemia pode ser tratado?

Após a confirmação da hipoglicemia (glicemia abaixo de 70 mg/dL; hipoglicemia grave quando abaixo de 50 mg/dL), orienta-se o paciente a ingerir carboidratos simples de rápida absorção pelo trato gastrointestinal. Como regra geral, caso o paciente esteja consciente, recomenda-se a ingestão por via oral de cerca de 15g de carboidratos, sugerindo-se, pela praticidade, algum dos alimentos a seguir: um copo de água com uma colher de sopa rasa de açúcar comum, ou um copo de 200 mL de suco de laranja natural ou refrigerante normal, ou três balas de caramelo. Deve-se, então, aguardar cerca de 20 minutos e refazer o exame da glicemia capilar para avaliar se essa ingestão foi suficiente para levar a glicose sanguínea para um nível adequado (entre 70-120 mg/dL). Em pacientes inconscientes, este deve ser tratado por profissional de saúde habilitado com injeção intravenosa de glicose hipertônica. Fora de um ambiente hospitalar, é possível que mesmo familiares ou amigos treinados administrem uma injeção intramuscular de Glucagon, um hormônio que causa elevação da glicemia.

  1. Que fatores podem levar um diabético à hipoglicemia?

São inúmeras as possíveis causas de hipoglicemia:

  1. Dose excessiva de insulina ou medicações orais com efeito hipoglicemiante
  2. Tempo prolongado de jejum quando em uso das substâncias acima (ex: atrasar horário habitual das refeições)
  3. Exercício físico extenuante
  4. Consumo excessivo de álcool
  5. Doença crítica: falência do coração, fígado ou rins; infecções graves (sepse); desnutrição
  6. Deficiências concomitantes de outros hormônios (ex: GH, cortisol)

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